Para nos comunicar, usamos, a todo instante, várias formas de linguagem. Essa linguagem é composta por um código, um sistema organizado e formado por signos verbais e/ou não verbais, que nomeiam a realidade que nos cerca. Assim, e a grosso modo, podemos dizer que “SIGNO” é tudo aquilo que possui um certo sentido no processo de comunicação. Vamos entender melhor:
Como já vimos, a linguagem não verbal é formada por signos não verbais: imagens, sons, gestos, cores…
Já a linguagem verbal, utiliza-se de palavras, de signos verbais. Se associarmos esses signos verbais às diversas línguas (idiomas), vamos entendê-los como signos linguísticos.
Signo linguístico
São os signos verbais, e são compostos por duas partes indissociáveis:
SIGNIFICADO - conceito, ideia, o que se conhece a respeito da realidade.
SIGNIFICANTE - expressão acústica, impressão mental quando se ouve certa palavra.
Por fim, a língua é um código formado por signos linguísticos, um conjunto de normas e regras pertencentes a um grupo social. Também a chamamos de idioma. Ela é algo que nos diferencia dos demais animais, pois é um produto cultural, algo que se aprende e ao qual se acrescenta infinitas significados.
Signos visuais
Índice, ícone e símbolo
Conforme acabamos de ver, os signos são uma forma de compreender e representar a realidade. A linguagem verbal, portanto, tem como unidade de significação a palavra, que são os signos verbais, ou signos linguísticos.
No entanto, no seu dia a dia, certamente você usa muitos signos visuais, que são, por princípio, dotados de um significante (parte visual do signo), e carregados de significado (parte mental, o entendimento, a ideia do signo). Esses signos visuais são códigos que permitem a expressão de um sentido e, por isso, podem variar de cultura para cultura.
Eles são classificados em índice, ícone e símbolo.
ÍNDICE: ocorre uma inferência, uma associação lógica facilmente detectada. São signos naturais, pois estão relacionados aos fenômenos, aos eventos naturais ou a elemento que revela experiência ou fenômeno vivido. Podem ser considerados índices: uma nuvem escura (indicativo de tempestade), a febre (sintoma de doença), a fumaça (indicador de fogo), etc.
ÍCONES: são signos substitutivos, usados para representar um referente (aquilo que se representa, ao qual se faz referência). São artificiais, pois são construídos na interação social, seguindo convenções preestabelecidas. Fotografias, mapas, imagens de satélites, são exemplos de ícones.
SÍMBOLO: são signos artificiais que carregam consigo toda uma história, cujo sentido depende do contexto histórico e social a que se refere. São exemplos de símbolos: bandeiras de países, que representa toda a nação; o som da sirene das escolas, indicando o fim das aulas; o apito do árbitro de futebol, indicando a paralisação ou fim do jogo; a balança, como símbolo da justiça; a cor branca, que simboliza a paz…
