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27 de fev. de 2020

Projeto "Operação risoto"


 Operação risoto, de Eva Funrari 

         Para contar a história, a escritora usou diversas formas de linguagem não verbal, combinadas com vários gêneros textuais - cartas, lembretes, receitas, poemas, recortes de jornais... 

           O enredo traz estranhos hóspedes, que ocupam a pensão da Tia Ambrósia para roubar a máquina duplicadora do professor Boris. Mas nada como uma menina bisbilhoteira para desvendar mistérios tão misteriosos! 

      As personagens Nicolino e Sardela tentam descobrir quem está querendo roubar a invenção! 
Ilustrações da autora.


Para acessar o livro, clique AQUI!
Leia sobre Gêneros Textuais


Atividades 


        Este projeto de leitura visa perpassar por vários gêneros textuais, fazendo uma breve revisão, por meio da leitura desta encantadora obra. 

         Trata-se de uma narrativa de ficção bem humorada e com muitos mistérios.



21 de fev. de 2020

Projeto Samba Enredo

 
Carnaval - samba enredo
   Estamos em fevereiro! Aproxima-se uma das mais esperadas épocas do ano. Trata-se de um feriado que, apesar de móvel, há sempre um vizinho que sabe quando começa e quando termina. A data inspira tanta ansiedade, que há quem diga: “O ano só começa depois do Carnaval!” 

     Apesar de o Carnaval não ser uma festa tipicamente brasileira, encontrou no Brasil um ambiente propício para ser inventado e reinventado a cada ano. Toda a diversidade cultural e costumes do povo brasileiro ficam em evidência. Trata-se realmente de uma manifestação fundamental na identidade cultural brasileira. 

     Contudo, as tradições carnavalescas vem perdendo terreno para outros tipos de músicas e ritmos que tomam a mídia dia após dia. Além disso, muitas vezes, a vivência desta época acaba se limitando as tecnologias como a televisão e a internet. 

     Então, não há como deixá-lo fora do ambiente escolar. Sendo assim, temos aqui mais um Projeto pedagógico sobre o CARNAVAL

     Este projeto aconteceu em fevereiro de 2020, na E.E. Dr. Wladimir de Rezende Pinto, em Varginha, cidade que fica na região sul de Minas Gerais.

     A professora de Língua Portuguesa, Andréa Mappa, o desenvolveu com suas turmas do sétimo ano. Foi uma alternativa ao projeto "Festival de Marchinhas", realizado nos Carnavais dos anos de 2014, 2015 e 2019.  



      Basicamente, estas foram as atividades que os alunos desenvolveram: 

• Pesquisaram e fizeram um BREVE resumo no caderno, sobre a história do Samba enredo - como, quando e o de começou, quais as temáticas abordadas...  

• Assistiram ao vídeo "como nasce um samba" 

• Em seguida, fizeram uma breve pesquisa sobre a escola em que estudam, sabendo que iam produzir um samba sobre ela.

• Em grupos, produziram a letra e a gravaram em áudio, acrescentando um fundo de samba enredo. 

• Depois, em cada turma, escolhemos o melhor samba, como se faz nas escolas de samba antes do Carnaval.

• Na culminância, cada turma apresentou seu samba no "Carnaval" da escola.

     Cada pesquisa teve um prazo de uma semana para ser concluída. Enquanto isso, em sala de aula, eram feitas atividades de compreensão textual, sempre com o tema "carnaval". Veja, nos links abaixo, algumas atividades: 


Algumas habilidades da BNCC e descritores trabalhados neste projeto: 

 

2 de abr. de 2019

Gincana do Saber Polivalente 2019

Projeto interdisciplinar agita e enganja alunos em atividades diversas

          A Gincana do Saber 2019 aconteceu de 25 a 29 de março, tanto no turno matutino, quanto no vespertino, e foi restrita a alunos e professores do Polivalente Varginha.
Cada dia da semana foi reservado a um ano escolar. Exceto para o sexto ano, que precisou de dois dias devido à quantidade de alunos. A final foi disputada na sexta feira, 29, da qual saiu um vencedor do sexto e um entre o sétimo e oitavo anos.

           Trata-se de um Projeto Interdisciplinar de Matemática, Português e Educação Física.
Durante a semana, os jovens tiveram que associar a agilidade física ao raciocínio rápido para responder a questões de Matemática e Língua Portuguesa, enquanto cumpriam provas físicas.

          Além de testar seus conhecimentos acadêmicos, os jovens ainda praticaram o respeito mútuo, observaram a importância do cuidado com o outro, do trabalho em equipe.

          O projeto contou ainda, no vespertino, com alunos do turno matutino, que auxiliaram na realização das atividades com seus colegas mais jovens.
Não se pode esquecer também do importante trabalho de inclusão que se tem feito na escola. Também os alunos com necessidades especiais participaram das atividades, cada um com seu jeitinho todo especial de ser.
O resultado das competições será divulgado ainda nesta semana.

Assinta ao vídeo: Gincana do Saber Polivalente 2019

3° FESTIVAL DE MARCHINHAS POLIVALENTE 2019

Projeto didático de Língua Portuguesa resgata a magia do Carnaval de antigamente
O projeto, que aconteceu entre os dias 7 de fevereiro  e 1° de março, proporcionou aos jovens conhecerem um Carnaval bem diferente do que participam nos dias de hoje.
Durante as atividades, eles assistiram a vídeo sobre a história das marchinhas carnavalescas, pesquisaram como era o Carnaval em Varginha e compararam com os dias de hoje, fizeram atividades de compreensão da famosa "A Banda", de Chico Buarque de Holanda e sobre o conto "Restos de Carnaval", de Clarice Linspector.
Depois, em grupos, compuseram e gravaram em áudio suas próprias marchinhas.
Em seguida, foi montado um mural com as letras das marchinhas para que os colegas escolhessem a que mais gostarem. 
A votaça na escola foi feita no dia 27 de fevereiro. Representantes dos grupos participantes do festival percorreram a escola com uma urna, que foi confeccionada por colegas da turma 83, e coletaram os votos dos colegas, ora nas salas, ora no pátio.
Houve também uma votação por meio de ENQUETE no grupo "Polivalente: arte, cultura e cidadania" - ENQUETE
A culminância do projeto, que  aconteceu na tarde de 1° de março, foi marcada pela premiação dos três grupos cujas marchinhas foram mais votadas no Festival.
O evento contou ainda com paródias da marchinha "Mamãe eu quero", apresentadas por alunas do 7° ano, desfile de fantasias e, além das tradicionais marchinhas carnavalescas, as músicas mais pedidas entre os jovens.
O sucesso do evento mostrou, mais uma vez, no que resulta o empenho, comprometimento e cooperativismo marcas presentes no Polivalente Varginha.
Paeabéns aos envolvidos!
Assistam ao vídeo do projeto:  Festival de Marchinhas Polivalente 2019
Ouça e acompanhe as letras das marchinhas do festival: Letras
Aproveite e inscreva-se no canal da escola! �

28 de fev. de 2016

Contos de terror


É uma narração breve de eventos imaginários, que apresenta um grupo reduzido de personagens. Visa despertar no leitor sensações de medo e horror diante da morte, da loucura e dos mistérios da mente humana. 
 
É um misto de dúvidas, de intensa expectativa perante a iminência de acontecimentos, desenlaces, revelações...


Tempo e espaço

A descrição detalhada desses elementos é um importante recurso na criação do suspense. Ou seja: o leitor fica querendo saber logo o que vai acontecer, mas o autor passa um certo tempo descrevendo o lugar onde a história se passa, quanto tempo durou, ou em que época os fatos ocorreram... 
 

O suspense

Outra forma de criá-lo, é retardar algumas revelações, por meio da descrição da cena, das reações das personagens e omissão de informações. Mais uma vez, o leitor precisa se conter e aguardar até o momento certo da grande revelação, que só virá no final do conto! 😉 
 

Os personagens

Podem ser sobrenaturais, assombradas por fantasmas, monstros, por um mal que se esconde em sua mente.

A linguagem

Usa-se um vocabulário típico, que prepara o leito para algo assustador. Abusa-se de advérbios para se descrever as cenas, as reações das personagens, o lugar onde tudo se passa... 

Leia mais sobre contos em: https://adorosaber.blogspot.com/2015/04/conto.html 

Assista a um vídeo sobre um autor de Contos de terror e de suspense:  Edgar Allan Poe

 

11 de fev. de 2016

Aula Inaugural 2016 - oitavos anos

http://www.slideshare.net/andreabmappa/aula-inaugural-2016-oitavos-anos
http://www.slideshare.net/andreabmappa/aula-inaugural-2016-oitavos-anos
     Esta primeira aula de Língua portuguesa visa mostrar as atividades que se deseja desenvolver durante o ano.

    Cita o programa anual, projetos interdisciplinares, sites onde informações são compartilhadas...  

     Clique (Aula Iinaugural 2016 - oitavos anos) para visualizar a apresentação.

6 de abr. de 2015

Festival de marchinhas

 Festival de marchinhas


      
     Um dos objetivos desse projeto é resgatar e valorizar a cultura e tradição carnavalesca, fazendo com que os jovens tenham contato com a graça, o charme e alegria da folia festejada nas ruas e embalada por marchinhas que agradam a todos os gostos.

     Os alunos pesquisam a história do Carnaval e de suas Marchinhas. Produzem suas próprias marchinhas, elegem a melhor delas e curtem um lindo baile ao som desse tradicional e animado ritmo!



Acesse os álbuns de fotos: 

Assista aos vídeos com as letras das marchinhas:
    
 

Atividades ligadas ao projeto:  





1 de abr. de 2015

Conto

CONTO

Conto "Restos de carnaval", de Clarice Lispector

É uma narrativa curta, cujo enredo desenvolve-se em torno de um único conflito. Esse conflito cria uma situação de tensão, que domina quase toda a narrativa e prende a atenção do leitor até o desfecho.


Momentos da narrativa em um conto

  • Situação inicial - Ambientação da história, com rápida apresentação dos fatos, cenário, personagens. É uma situação de calmaria. 
  • Conflito - quebra da calmaria inicial, com o surgimento de um "problema". Esse problema vai se desenvolver durante quase todo o conto. 
  • Clímax - Momento de máxima tensão da narrativa, é o auge do "problema". Algo do tipo "pior, não fica!"   
  • Desfecho - Resolução do conflito, logo após o clímax. Geralmente rápido e inesperado.

     Dentre os tipos mais conhecidos, temos os Contos de Fadas, os Contos Fantásticos, os Contos de mistério e de terror... Cada um deles tem sua especificidade quanto à linguagem, à temática, à época e lugar onde as histórias se passam, aos tipos de personagens. Mas todos eles seguem a mesta estrutura narrativa: o "problema" se desenrola durante quase toda a história e rapidamente se resolve ao final, dando um susto no leitor! 



🎧  Ouça nosso podcast sobre Gêneros textuais e não se confunda mais! 😉 🔊


📝 Leia mais sobre contos em Contos de Terror, Gêneros Textuais,  Elementos da narrativa.





A seguir, temos atividades com o conto “Restos de carnaval”, de Clarice Lispector. 


Restos do carnaval

Clarice Lispector
Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.
Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.
Conto publicado no livro Felicidade Clandestina, Ed. Rocco (http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/restos-carnaval-clarice-lispector-634375.shtml , acessado em 5/2/15)
 
 D1 – Localizar informações explícitas em um texto; D7 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. 

1. Quem é o narrador da história? A menina que a viveu.
 
2. O conto gira em torno de um conflito. Que conflito é esse? Justifique sua resposta com passagens do texto.
O desejo da menina de fazer do carnaval, que ela tanto gostava, mas pouco participara.E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava?” No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. “
 
3. Identifique, no texto, os parágrafos que marcam:
a) situação inicial: 1o parágrafo
b) Conflito: 2o ao 5o parágrafo
c) Clímax: 6o ao 10o parágrafo
d) Desfecho: 11o parágrafo

4. Que idade tinha a personagem principal do texto quando os fatos aconteceam? Como você soube disso?
Ela tinha 8 anos. Isso pôde ser observado na passagem “à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos...”

5. Retire do texto trechos que indiquem como a menina se sentia com relação ao carnaval.
E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava?”
Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

 6. Que importância a maquiagem tinha para a menina? Justifique sua resposta com passagens do texto.
Ela queria sair da infância e tornar-se logo uma moça. Maquiada, ela se sentia menos criança e mais moça: “eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.”
o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil “

7. Observe: “Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto...Esse trecho mostra que o narrador-personagem conta os fatos em um tempo diferente do acontecido. Em que momento da vida da protagonista ocorreram os fatos narrados?
Na infância dela.


8. Em que momento da vida da protagonista ela nos conta sua história? Justifique com passagens do conto.
A protagonista já é adulta quando narra os fatos. “ este me transportou para a minha infância”; “Nunca tinha ido a um baile infantil...”; “eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável “

15 de ago. de 2014

Memórias Literárias


Memórias são textos produzidos para rememorar o passado, vivido ou imaginado. Para isso, as palavras devem ser escolhidas com cuidado, orientados por critérios estéticos que atribuem ao texto ritmo e conduzem o leitor por cenários e situações reais ou imaginárias.
As histórias passadas podem unir moradores de um mesmo lugar e fazer que cada um sinta-se parte de uma mesma comunidade. Isso porque a história de cada indivíduo traz em si a memória do grupo social ao qual pertence. Esse encontro é uma experiência humanizadora.

A narrativa
Essas narrativas têm como ponto de partida experiências vividas pelo autor no passado, contadas como são lembradas no presente. Há situações em que a memória se apresenta por meio de perguntas que fazemos ou que fazem para nós. Em outras, a memória é despertada por uma imagem, um cheiro, um som.
Esse tipo texto aproxima os ausentes, compreende o passado, conhece outros modos de viver, outros jeitos de falar, outras formas de se comportar e representa possibilidades de entrelaçar novas vidas com as heranças deixadas pelas gerações anteriores.

Os verbos
O autor de memórias literárias usa os verbos para marcar um tempo do passado: pretérito perfeito e pretérito imperfeito. Eles indicam ações e têm a propriedade de localizar o fato no tempo, em relação ao momento em que se fala.

O Foco narrativo e o narrador
O é em primeira pessoa. Assim, o narrador é personagem ou narrador-testemunha. No caso de memórias teremos, geralmente, o narrador-personagem, que tem por característica se apresentar e se manifestar como eu e fala a respeito daquilo que viveu. Conta a história dele sempre de forma parcial, considerando um único ponto de vista: o dele.

Leia sobre outros Gêneros Textuais AQUI.
Veja o projeto "Escritores de todos os gêneros", que englobou também esse gênero. Acompanhe as atividades pelo Facebook

Escritores de todos os gêneros


            A Olimpíada de Língua Portuguesa está sendo um ótimo incentivo para o estudo de gêneros textuais em nossa escola! Ela foi o ponto de partida para o projeto "Escritor de todos os gêneros", por meio do qual se pretende levar os alunos a produzir, até o final deste ano, um livro com o maior número de gêneros textuais possível.
          Não fique de fora deste projeto desafiador! 


Acompanhe as atividades do projeto: https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.728649110540919&type=1

4 de set. de 2013

"O Grito do Ipiranga"

Tela “O Grito do Ipiranga”


Interpretação da imagem

Observe com atenção a imagem exibida e faça o que se pede.
  1. Em relação à composição da tela, verifique o que se pede:
    1. Que cores predominam? O que essas cores podem indicar em relação ao clima e ao período do dia em que a cena ocorre?
    2. Que sensasões a imagem desperta em você: agitação, equilibrio, medo, tristeza ou outra?
       
    3. O que chama mais atenção: a paizagem ou os personagens?
  2. Sobre o tempo e o espaço, responda:
    1. A cena se passa num ambiente urbano ou rural?
       
    2. Em que época se essa passa a cena?
  3. Com relação às personagens, pense:
    1. Há muitos animais na cena? Quantos, aproximadamente?
    2. Há homens, mulheres ou crianças? Eles parecem fazer parte de algum tipo de grupo?
    3. O que parece que eles estão fazendo?

A Inferenciação

  1. Considerando a proximidade da data comemorativa da Proclamação da República, o dia 7 de setembro, responda às seguintes questões:
    1. Vimos na imagem, parte da margem de um riacho. Que riacho será este?
    2. Quem devem ser os personagens presentes na cena?
       
    3. Que acontecimento histórico a cena retrata? 
       
    4. Com base nessas informações, é possível se descobrir o título dessa tela? Qual seria ele?

Produção textual

Agora é sua vez!
  1. Com base nas informações das atividades anteriores e ns debates das aulas, sigam os seguintes passos:
    1. Transformem a tela “O grito do Ipiranga” em um texto que tenha as características do gênero sorteado para seu grupo (Poesia, Notícia de Jornal, Descrição ou Narração);
    2. Após o término do texto, verifique se seu formato e características correspondem ao gênero textual sorteado. Faça as correçõe ou ajustes necessários;
    3. Em uma cartolina, reproduzam o texto e façam uma bela ilustração para ele.
    4. Divirtam-se com a montagem dos murais para a exposição dos trabalhos!
OBS.: Atividades integrantes do nosso Projeto "Grito do Ipiranga"

REFERÊNCIA: BORGATTO, Ana Maria Trinconi; BERTIN, Terha Costa Hashimoto; MARCHEZI, Vera Lúcia de Carvalho.Tudo é Linguagem - Língua Portuguesa: 6º ano. 2a Edição. São Paulo: Ed. Ática, 2009.

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