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2 de abr. de 2026

Editorial

    O editorial é um gênero jornalístico opinativo que expressa o posicionamento crítico de um veículo de comunicação (jornal, revista, site...) sobre temas relevantes, sem assinatura individual.

    Geralmente, vem nas primeiras páginas desse veículo, ou nas "pagina inicial" de blogs e sites, às vezes intitulado "carta ao leitor" ou "recado do editor".

 Caracteriza-se pela argumentação sólida, linguagem formal e impessoal, funcionando como a "voz" da empresa sobre política, economia ou sociedade. 

 Características principais do editorial 

 Posicionamento Institucional

    Representa a opinião de toda a empresa. Por esse motivo, geralmente, não é assinado por um jornalista específico.

Argumentação e Análise

    Utiliza fatos e dados para convencer o leitor, indo além da simples notícia. 

Estrutura Dissertativo-Argumentativa

   Introdução - primeiro parágrafo, em que é apresentado o tema (tese), com uma breve contextualização. Geralmente, até o segundo parágrafo, fica evidente a posição do veículo (opinião) com relação ao tema;

    Desenvolvimento - a partir do segunto ou terceiro parágrafo, em que são apresentadas a análise da tese, acompanhada de argumentos que a sustentam. Geralmente, é dedicado um parágrafo para cada argumento.

    Conclusão -  apresenta-se no último parágrafo, reforçando a tese inicial, podendo ser de dois tipos: 

    - tipo resumo: retoma as ideias apresentadas anteriormente;

  - tipo proposta: sugere uma solução para o problema eventualmente enfocado no texto.

Autorreferência

 É comum que o texto cite o próprio veículo de comunicação ou matérias anteriores. 


 Atividades
 

3 de mar. de 2026

Estrutura das palavras

Na Língua Portuguesa, as palavras são formadas a partir de pequenas partes que contém significados específicos. Essas partículas chamam-se morfemas e constituem a estrutura das palavras. A partir da combinação dos morfemas, podemos formar outras palavras.

A Morfologia é a parte da gramática brasileira que estuda todo este processo e os elementos mórficos que nele estão envolvidos.

Vamos conhecê-los:


  1. Radical 

Contém o significado básico da palavra. A partir dele, podemos formar vários outros vocábulos. 

tempo, temporal, temporizar, temporão 

beber, bebida, bebedeira 

tarde, entardecer, tardio 

ferro, ferrugem, enferrujar





  1. Afixos

Juntam-se ao radical, formando novas palavras. 

Quando estão antes do radical, chamam-se prefixos e, quando estão depois dele, chamam-se sufixos. Veja:  


  1. Desinências

São sufixos que vêm após o radical. Podem ser: 

  • nominais - informam o gênero e o número dos nomes



  • verbais - informam o modo, tempo e pessoa dos verbos:


  1. Vogal temática

Nos verbos, vêm depois do radical, indicando a conjugação a qual pertencem. 

  • -a > indica 1a conjugação: estudar

  • -e > 2a conjugação: entendemos

  • -i > 3a conjugação: sorrindo



  1. Tema

É a parte formada pelo radical e a vogal temática. 


Assista a este conteúdo em formato de animação! 

 



5 de jun. de 2022

Funções da Linguagem

    Como vimos, usamos diversos tipos de signos verbais e visuais (linguagem verbal e não verbal) no processo de comunicação. Outro ponto que fica em evidência na situação comunicativa é a finalidade, o objetivo com que as mensagens são criadas e emitidas. Daí, surgem as funções da linguagem. 

Cada uma desempenha um papel relacionado com os elementos presentes na comunicação: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. Assim, elas determinam o objetivo dos atos comunicativos.



Segundo o linguista russo Roman Jacobson (1896 - 1982), existem seis funções de linguagem: referencial, emotiva, conativa, fática, poética e metalinguística. A importância desse estudo é a compreensão do funcionamento da linguagem, observando como os mecanismos linguísticos fazem da comunicação algo tão essencial em nossas vidas. 


  • metalinguística: a linguagem está centrada no código, ou seja, na própria língua. O objetivo é usar a linguagem para falar dela mesma. Ela está presente em nosso cotidiano em situações criadas por nós mesmos. Por exemplo, quando usamos um poema para falar de poesia, ou quando não entendemos o que nos foi dito e iniciamos uma discussão sobre a situação…  



  • Função Referencial ou Denotativa - Também chamada de função informativa, ela tem como objetivo principal informar, referenciar algo e está focada no CONTEXTO. Esse tipo de texto é escrito na terceira pessoa (singular ou plural) enfatizando seu caráter impessoal, sempre com uma linguagem denotativa, sem subjetividade ou emoção. Ex.: textos didáticos, jornalísticos, científicos… 


  • Função Emotiva ou Expressiva - Também chamada de função expressiva.  Nela, o emissor tem como objetivo principal transmitir suas emoções, sentimentos e subjetividades por meio da própria opinião. Já que possui um caráter pessoal, é escrito em primeira pessoa e está focado no EMISSOR, apresentando uma pontuação bem expressiva. Ex.: textos poéticos, diários, cartas…


  • Função Poética - é característica dos textos literários, pelo uso do sentido conotativo da palavra, carregado de significados. O emissor se preocupa em compor a mensagem com a escolha certa de palavras e expressões. Assim, o foco está na MENSAGEM. Mas esta função não está presente somente em textos literários. Também a encontramos na publicidade ou nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas e outras figuras de linguagem (provérbios, anedotas, trocadilhos, músicas...)


  • Função Fática - tem como objetivo estabelecer ou interromper a comunicação, de modo que o mais importante é a relação entre o emissor e o receptor da mensagem. Aqui, o foco está no CANAL de comunicação. Ela é muito utilizada nos diálogos, por exemplo, nas expressões de cumprimento, saudação, discursos ao telefone, etc.



  • Função Conativa ou Apelativa - tem uma linguagem persuasiva, quer convencer o leitor. Por isso, o grande foco é no RECEPTOR da mensagem. É muito usada nas propagandas e discursos políticos, para influenciar o receptor por meio da mensagem transmitida. Então, costuma vir acompanhada de verbos no imperativo e do uso do vocativo, para chamar a atenção do receptor. 



👉🏾 Mais sobre linguagem e comunicação: 🔎 LEIA, ou 🔊 OUÇA




📝 ATIVIDADES  📝


29 de jul. de 2021

CRÔNICA


  
   
É uma NARRAÇÃO curta, produzida originalmente para ser veiculada na imprensa, seja em jornais, revistas, rádio ou TV. Hoje em dia, são vistas em blogs e páginas da internet. 

   Podem falar de acontecimentos familiares, cotidianos ou de fatos de interesse público, mas sempre traz o ponto de vista do cronista. 

   A história pode ser inventada ou dramatizada pelos personagens, ou simplesmente expressar a opinião do autor sobre um assunto.


Tipo de conteúdo

     O texto pode ter um tom triste, engraçado, sério, emocionante, crítico, geralmente com fins inesperados, ou mesmo ser uma mistura desses conteúdos em uma só crônica. 


Linguagem

O texto é leve e curto, com uma linguagem simples e coloquial.  Destacam-se a sátira, a ironia, marcas da oralidade na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o dia a dia. 


Temática

Qualquer assunto do dia a dia pode virar tema de crônica! Os  bons cronistas são aqueles que conseguem perceber, no dia a dia de suas vidas, impressões, ideias ou visões da realidade que não foram percebidas por todos. 


Espaço

Por ser  um gênero nascido na cidade, é comum as histórias se passem em ambientes urbanos.

 

Tipos de crônicas 
    Esse gênero explora vários tipos textuais, além do narrativo. Assim, temos crônicas descritivas,  dissertativas e até dramáticas (em que predominam o diálogo entre as personagens).  É comum, ainda, que se mesclem mais de um tipo em uma mesma cônica, é o caso das humorísticas-jornalística, por exemplo. Veja outros tipos de crônicas: 

  • Crônica Jornalística: Aproxima-se do tipo dissertativa. São produzidas para os meios de comunicação, em que o cronista expressa sua opinião a respeito de temas da atualidade. 
  • Crônica Histórica: Aproxima-se do tipo narrativo. É marcada por relatar fatos ou acontecimentos históricos, com personagens, tempo e espaço característicos da época retratada. 
  • Crônica Humorística: Se utiliza da ironia e do humor como ferramenta essencial para criticar alguns aspectos seja da sociedade, política, cultura, economia, ou simplesmente para entreter o leitor.
  • Crônica Reflexiva: Apresentam reflexões pessoais do narrador. Nesse caso, pode não se encaixar na estrutura da narrativa tradicional por não apresentar acontecimentos, apenas reflexões.  

AtividadesLeia um exemplo de crônica humorística: Crônica de supermercado. 

Vamos entender melhor este conteúdo com ATIVIDADES? 

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8 de jun. de 2021

Operadores Argumentativos


     São palavras e expressões ligam frases e parágrafos e indicam a força argumentativa desses enunciados, introduzindo vários tipos de argumentos que apontam para determinadas conclusões.

    Apesar desse nome, eles não são exclusividade dos textos argumentativos.

    Podem aparecer em qualquer gênero textual, já que são usados para justificar, defender, sustentar uma ideia e persuadir o interlocutor a aderir a ela.

    Eles fazem parte de diferentes classes gramaticais, como conjunções, preposições, verbos e advérbios.

      Para estabelecer esta coesão, esta conectividade e articular bem as ideias, os operadores argumentativos desempenham várias funções.

 Operadores argumentativos e suas funções

  • Somar argumentos: quando se quer somar, acrescentar argumentos para se chegar a uma mesma conclusão. Operadores mais comuns: “e”, “também”, “ainda”, “não só”, “mas também”, “acrescenta-se”, “adicionalmente”, “ademais”, “além disso”, “a mesma maneira” 
Ex.: Eu NÃO SÓ vou ficar, MAS TAMBÉM dormirei aqui. 

  • Contrapor argumentos de conclusão contrária: para marcar uma ideia de adversidade, de divergência, de oposição em relação ao que foi dito.  Operadores mais comuns: “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia”, “embora”, “ainda que”, “posto que”. 
Ex.: Eu gosto de sorvete, TODAVIA, estou gripado. 


  • Escalonar argumentos: para sugerir que há argumentos mais fortes que o apresentado. Operadores mais comuns: "ao menos”, “pelo menos”, “no mínimo”. 
    •          Ex.: O tom com o qual o aluno se dirigiu ao professor foi, NO MÍNIMO, desrespeitoso, já que ele não conversava com um colega de classe.

  • Reforçar argumentos: quando se utiliza uma série de argumentos, todos voltados a uma mesma conclusão, e um deles recebe uma ênfase maior.   Operadores mais comuns:  “até”, “mesmo”, “até mesmo”, “inclusive”. 
Ex.: A indisciplina o tem prejudicado muito. Ele pode, ATÉ MESMO, ser reprovado por isso.  

  • Comparar argumentos: para marcar uma comparação entre ideias que se direcionam a determinada conclusão. Operadores mais comuns: "mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tão... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira " ...  
Ex.: Um passeio no parque é MAIS agradável QUE sair para festas. 

  • Introduzir conteúdos pressupostos: quando se utiliza o operador para indicar-se pressupostos de ideias que serão desenvolvidas.  Operadores mais comuns: “já”, “ainda”, “agora”...
Ex.: O aluno AINDA não entendeu que precisa estudar para recuperar a média JÁ perdida..


  • Concluir: para iniciar uma conclusão relacionada às ideias apresentadas anteriormente. Operadores mais comuns:  “portanto”, “logo”, “pois”, “diante do exposto”, “desta forma”, “em resumo”, “por conseguinte”, “a seguir”
Ex.: Eu não tenho dinheiro. Não poderei, POIS, comprar este produto. 

  • Alternar argumentos que levam a conclusões distintas, diferentes, ou alternativas: indicam  possibilidades ou alternativas de conclusões, excluindo-se uma das possibilidades. Operadores mais utilizados: “ou então, quer isso… quer aquilo, ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez. 
Ex.: O menino ORA falta às aulas, ORA deixa de fazer as atividades!  

  • Explicar, ou justificar: quando se explica ou justifica alguma afirmação feita anteriormente. Operadores mais comuns: “porque”, “já que”, “pois”, “isto é”, “assim como”, “no caso”, “prova disso”, “para isso”, “em consequência”, “isto acarreta”  
  • Ex.: Eu não posso comer lasanha, VISTO QUE, tenho alergia a queijo. 

  • Retomar ideias já citadas: são operadores remissivos, que remetem a algo que já foi citado, para seguir a diante. São muito usados em parágrafos de desenvolvimento. Operadores mais comuns: "nesse sentido, nesse esteio, nesse cenário, nesse contexto, nesse caso..." 
Ex.: O aluno é assíduo às aulas e atividades e tira todas as dúvidas com o professor.  Nesse contexto, vê-se um jovem aplicado, que certamente se sairá bem nas avaliações.


  • Indicar a finalidade: denotam a razão, o fim pelo qual algo acontece. Operadores mais comuns: “a fim de que, visando, para que, com o fito de, que, porque, para que.."
Ex.: João saiu de casa bem mais cedo, A FIM DE QUE não se atrasasse para o encontro.


  • Indicar conformidade ou voz de autoridade: para justificar uma ideia com base em afirmações de especialistas, em estudos, ou dados coletados. Operadores mais comuns: “segundo”, “conforme”, “de acordo com”, “como salienta”, “como considera”.
Ex.: Dormir cedo faz bem à saúde, CONFORME estudo publicado na revista Nature.


  • Fazer marcação temporal: indicar quando os fatos e ideias acontecem. Operadores mais usados:  “a princípio”, “na mesma época”, “à época”, “anteriormente”, “posteriormente”.
Ex.:  O desempenho deste jovem está muito bom!  A PRINCÍPIO, ele só tirava notas baixas.

  • Marcação proporção: dar ideia de quantidade, de proporcionalidade entre as ideias e acontecimentos. Operadores mais usados:  “à medida que, à proporção que.."
Ex.: As notas do jovem melhoravam À MEDIA QUE ele se esforçava e estudava mais.


    Vale ressaltar que a intensão desta postagem não é esgotar o assunto. Pelo contrário, há muitos outros operadores argumentativos que podem não ter sido citados aqui, visto a riqueza de combinações que nossa língua nos oferece. 

  O importante é estar atento ao gênero textual, ao objetivo comunicativo em que eles estão sendo empregados, para que se faça a melhor escolha, que resulte em um texto claro, coerente e coeso! 

   

 ANIMAÇÃO

 Assista à videoaula animada deste conteúdo: 

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 Vamos praticar?
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