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CRÔNICA
É uma NARRAÇÃO curta, produzida originalmente para ser veiculada na imprensa, seja em jornais, revistas, rádio ou TV. Hoje em dia, são vistas em blogs e páginas da internet.
Podem falar de acontecimentos familiares, cotidianos ou de fatos de interesse público, mas sempre traz o ponto de vista do cronista.
A história pode ser inventada ou dramatizada pelos personagens, ou simplesmente expressar a opinião do autor sobre um assunto.
Tipo de conteúdo
O texto pode ter um tom triste, engraçado, sério, emocionante, crítico, geralmente com fins inesperados, ou mesmo ser uma mistura desses conteúdos em uma só crônica.
Linguagem
O texto é leve e curto, com uma linguagem simples e coloquial. Destacam-se a sátira, a ironia, marcas da oralidade na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o dia a dia.
Temática
Qualquer assunto do dia a dia pode virar tema de crônica! Os bons cronistas são aqueles que conseguem perceber, no dia a dia de suas vidas, impressões, ideias ou visões da realidade que não foram percebidas por todos.
Espaço
Por ser um gênero nascido na cidade, é comum as histórias se passem em ambientes urbanos.
Tipos de crônicas Esse gênero explora vários tipos textuais, além do narrativo. Assim, temos crônicas descritivas, dissertativas e até dramáticas (em que predominam o diálogo entre as personagens). É comum, ainda, que se mesclem mais de um tipo em uma mesma cônica, é o caso das humorísticas-jornalística, por exemplo. Veja outros tipos de crônicas:
- Crônica Jornalística: Aproxima-se do tipo dissertativa. São produzidas para os meios de comunicação, em que o cronista expressa sua opinião a respeito de temas da atualidade.
- Crônica Histórica: Aproxima-se do tipo narrativo. É marcada por relatar fatos ou acontecimentos históricos, com personagens, tempo e espaço característicos da época retratada.
- Crônica Humorística: Se utiliza da ironia e do humor como ferramenta essencial para criticar alguns aspectos seja da sociedade, política, cultura, economia, ou simplesmente para entreter o leitor.
- Crônica Reflexiva: Apresentam reflexões pessoais do narrador. Nesse caso, pode não se encaixar na estrutura da narrativa tradicional por não apresentar acontecimentos, apenas reflexões.
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Leia um exemplo de crônica humorística: Crônica de supermercado.
Vamos entender melhor este conteúdo com ATIVIDADES?
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8 de jun. de 2021
Operadores Argumentativos
São palavras e expressões ligam frases e parágrafos e indicam a força argumentativa desses enunciados, introduzindo vários tipos de argumentos que apontam para determinadas conclusões.
Apesar desse nome, eles não são exclusividade dos textos argumentativos.
Podem aparecer em qualquer gênero textual, já que são usados para justificar, defender, sustentar uma ideia e persuadir o interlocutor a aderir a ela.
Eles fazem parte de diferentes classes gramaticais, como conjunções, preposições, verbos e advérbios.
Para estabelecer esta coesão, esta conectividade e articular bem as ideias, os operadores argumentativos desempenham várias funções.
Operadores argumentativos e suas funções
- Somar argumentos: quando se quer somar, acrescentar argumentos para se chegar a uma mesma conclusão. Operadores mais comuns: “e”, “também”, “ainda”, “não só”, “mas também”, “acrescenta-se”, “adicionalmente”, “ademais”, “além disso”, “a mesma maneira”
- Contrapor argumentos de conclusão contrária: para marcar uma ideia de adversidade, de divergência, de oposição em relação ao que foi dito. Operadores mais comuns: “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia”, “embora”, “ainda que”, “posto que”.
- Escalonar argumentos: para sugerir que há argumentos mais fortes que o apresentado. Operadores mais comuns: "ao menos”, “pelo menos”, “no mínimo”.
- Ex.: O tom com o qual o aluno se dirigiu ao professor foi, NO MÍNIMO, desrespeitoso, já que ele não conversava com um colega de classe.
- Reforçar argumentos: quando se utiliza uma série de argumentos, todos voltados a uma mesma conclusão, e um deles recebe uma ênfase maior. Operadores mais comuns: “até”, “mesmo”, “até mesmo”, “inclusive”.
- Comparar argumentos: para marcar uma comparação entre ideias que se direcionam a determinada conclusão. Operadores mais comuns: "mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tão... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira " ...
- Introduzir conteúdos pressupostos: quando se utiliza o operador para indicar-se pressupostos de ideias que serão desenvolvidas. Operadores mais comuns: “já”, “ainda”, “agora”...
- Concluir: para iniciar uma conclusão relacionada às ideias apresentadas anteriormente. Operadores mais comuns: “portanto”, “logo”, “pois”, “diante do exposto”, “desta forma”, “em resumo”, “por conseguinte”, “a seguir”
- Alternar argumentos que levam a conclusões distintas, diferentes, ou alternativas: indicam possibilidades ou alternativas de conclusões, excluindo-se uma das possibilidades. Operadores mais utilizados: “ou então, quer isso… quer aquilo, ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez.
- Explicar, ou justificar: quando se explica ou justifica alguma afirmação feita anteriormente. Operadores mais comuns: “porque”, “já que”, “pois”, “isto é”, “assim como”, “no caso”, “prova disso”, “para isso”, “em consequência”, “isto acarreta”
- Retomar ideias já citadas: são operadores remissivos, que remetem a algo que já foi citado, para seguir a diante. São muito usados em parágrafos de desenvolvimento. Operadores mais comuns: "nesse sentido, nesse esteio, nesse cenário, nesse contexto, nesse caso..."
- Indicar a finalidade: denotam a razão, o fim pelo qual algo acontece. Operadores mais comuns: “a fim de que, visando, para que, com o fito de, que, porque, para que.."
- Indicar conformidade ou voz de autoridade: para justificar uma ideia com base em afirmações de especialistas, em estudos, ou dados coletados. Operadores mais comuns: “segundo”, “conforme”, “de acordo com”, “como salienta”, “como considera”.
- Fazer marcação temporal: indicar quando os fatos e ideias acontecem. Operadores mais usados: “a princípio”, “na mesma época”, “à época”, “anteriormente”, “posteriormente”.
- Marcação proporção: dar ideia de quantidade, de proporcionalidade entre as ideias e acontecimentos. Operadores mais usados: “à medida que, à proporção que.."
Vale ressaltar que a intensão desta postagem não é esgotar o assunto. Pelo contrário, há muitos outros operadores argumentativos que podem não ter sido citados aqui, visto a riqueza de combinações que nossa língua nos oferece.
O importante é estar atento ao gênero textual, ao objetivo comunicativo em que eles estão sendo empregados, para que se faça a melhor escolha, que resulte em um texto claro, coerente e coeso!
ANIMAÇÃO
1 de jun. de 2021
Debate Regrado
É um gênero argumentativo oral, que acontece quando duas ou mais pessoas se reúnem para falar sobre um assunto polêmico, buscar soluções para problemas, tomar decisões coletivamente, discutir opiniões diferentes.
Dependendo da finalidade da discussão, há três tipos de debates.
TIPOS DE DEBATE
- DE OPINIÃO - Versa sobre temas que geram opiniões controversas.
- O DELIBERATIVO - Trata das questões que precisam ser decididas pelo coletivo.
- PARA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS - Visa a apresentação de solução para problemas vividos pelo coletivo.
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Essas regras podem ser:
- Qual será o tema do debate;
- Qual será o tempo de fala de cada participante;
- Quantos blocos ou rodadas haverá no debate;
- Se a plateia poderá ou não fazer perguntas, etc.
PARTICIPANTES DO DEBATE REGRADO:
- Moderador ou mediador - Dita as regras, coordena os turnos de fala, avalia os argumentos, inicia e encerra a discussão.
- Debatedores - Expõem suas ideias e tentam convencer os interlocutores, por meio de argumentos e contra-argumentos. Audiência ou público - São as pessoas que assistem ao debate e podem fazer perguntas aos debatedores. Pode tomar partido sobre o tema discutido e decidir sobre a melhor exposição.
- Público ou audiência - Pode fazer perguntas aos debatedores, se isso tiver sido combinado antes do debate. De todo modo, ele vai sempre analisar os pontos de vista e argumentos e aderir às ideias de um ou outro.
Durante todo o debate, os participantes devem se tratar com RESPEITO, ouvindo com atenção um ao outro, sem ironizar, interromper a fala, ou usar palavras de baixo calão.
A conversa é uma interação oral natural e espontânea, em que se abordam temas cotidianos, sem grandes preocupações com linguagem, planejamentos ou persuasão.
Diferente disso, no debate regrado, cada participante tem o objetivo de convencer os adversários da validade de sua opinião.
Por conta disso, eles precisam planejar seus discursos, para sustentar muito bem suas ideias com bons argumentos e contra-argumentos, já prevendo a discordância dos outros. (Leia mais em: Operadores argumentativos)
Assim, além de estudar bem o assunto com antecedência para selecionar o tipo de argumento apropriado ao percurso argumentativo a ser trilhado, os debatedores precisam dominar os mecanismos das trocas discursivas, os turnos de fala, isto é: as réplicas e tréplicas.
Turnos de fala
Funciona assim:
- ODEBATEDOR 1 apresenta seu ponto de vista e a justifica com um argumento.
- Em seguida, o mediador passa a palavra ao DEBSATEDOR 2 que, em geral, vai discordar com um contra-argumento: este é o direito de RÉPLICA.
- Depois, a palavra pode voltar ao DEBATEDOR 1, que, em seu direito de TRÉPLICA, vai contra-argumentar as ideias de seu opositor.
Assista a uma animação rapidinha sobre este conteúdo:
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REFERÊNCIAS:
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