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14 de ago. de 2014

VERBO


  É uma classe de palavras variáveis, que sofre modificações (FLEXÃO) em relação ao tempo, modo, número e à pessoa do discurso.

     Elas indicam estado, ação ou fenômeno, situando os fatos em um determinado tempo: presente, passado ou futuro.

Estrutura do verbo

     Os verbos são formados por pequenas unidades ou partes (partículas), com funções específicas. São elas: radical, vogal temática e desinências.

a) RADICAL 

É a parte que contém a significação básica da palavra. Normalmente (nos verbos regulares), ela se repete em todos os modos e tempos, sem sofrer modificações. Na forma verbal GOSTAM, o radical é gost-.   Veja: 


b) VOGAL TEMÁTICA 

É a vogal, que aparece logo depois do radical. Ela indica a conjugação a que os verbos pertencem. Junto com o RADICAL, ela forma o TEMA.


c) DESINÊNCIAS 

 São as partes que indicam as flexões do verbo. Referem-se à pessoa do discurso (1a, 2a, 3a), ao número (singular ou plural), ao tempo e ao modo do verbo:


Desinências de cada flexão

     Como vimos, os VERBOS são palavras que expressam estado, ação ou fenômeno da natureza, e sofrem flexão de tempo, modo, número e pessoa do discurso. Vejamos a seguir quais são as desinências que indicam cada uma dessas flexões. 

a) Desinência número-pessoal - DNP 

Indica a flexão (mudança) de número (singular/plural) e pessoa (1a, 2a, 3a). 

b) Desinência modo-temporal - DMT 

Indica a flexão MODO (indicativo, subjuntivo, imperativo, formas nominais) e o tempo (presente, passado e futuro, de acordo com cada modo verbal).
  • Modo indicativo:
  • Modo subjuntivo: 
  • Formas nominais: 

Modos do verbo

a) Modo indicativo 

É a forma como os verbos são utilizados, de acordo com as intensões do falante. Modo verbal da certeza, usado quando se quer expressar algo que seguramente acontece, aconteceu ou acontecerá.
Tempos verbais do modo indicativo:
  • Presente
  • Pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito
  • Futuro do presente / Futuro do pretérito
Veja algumas conjugações: 


a  b) Modo subjuntivo

Indica que algo está subordinado a certa condição. Esse modo é usado quando se quer dar o sentido de incerteza ou de possibilidade de um fato vir a se concretizar.
Tempos verbais do modo subjuntivo:
Presente, Pretérito perfeito e Pretérito imperfeito

   c) Modo imperativo

Expressa ordem, pedido, conselho, convite... Pode ser afirmativo ou negativo.

   Veja no quadro abaixo, um resumo dos modos verbais e as flexões que um verbo pode sofrer:

Formas nominais do verbo

São as formas verbais que podem desempenhar funções equivalentes às exercidas pelos nomes/adjetivos. Veja:

     As formas nominais de um verbo são formadas pelo tema (radical + vogal temática) acrescido das seguintes desinências:

Locuções verbais

São expressões formadas por mais de um verbo, mas que representam uma única ação.  São compostas por um verbo auxiliar mais um verbo principal, em sua forma nominal. Veja:
Nas locuções verbais, apenas o verbo auxiliar é flexionado (em tempo, modo e pessoa). Os de uso mais frequente são: ter, haver, ser, estar e ir.

Verbos irregulares

São aqueles que, ao longo da conjugação, apresentam modificações na terminação e/ou no radical, não seguindo o padrão da conjugação.2
Os verbos a seguir são irregulares e muito comuns na fala cotidiana. Leia-os com atenção para saber como conjugá-los quando for preciso empregar a norma-padrão.


Vozes do verbo 

    É o modo como o verbo se relaciona com o sujeito, a forma assumida por ele para indicar se o sujeito gramatical é AGENTE ou PACIENTE da ação que ele representa. Dessa forma, há três vozes verbais: voz ativa, voz passiva e voz reflexiva. 
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FUNÇÕES DO VERBO NA ORAÇÃO 

(MORFOSSINTAXE do verbo)

   De acordo com a função que os verbos desempenham na oração, ele apresenta uma característica chamada de predicação verbal.    
     Assim, de acordo com sua predicação, ele poderá ser um verbo de ligação (que não indica ação), ou um verbo significativo (que indica ação - VI, VTD, VTI, VTDI). 
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FONTES: 
1 CEREJA, Willian Roberto. MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva – 7º ano. 3ª ed. São Paulo: Atual, 2012. 
2 COSTA, Cibele Lopresti. LOUSADA, Eliane Gouvêa. MARCHETTI, Greta. SOARES, Jairo J. Batista. PRADO, Manuela. Pra Viver Juntos – Língua Portuguesa, 7º ano. 3ª ed. São Paulo: SM, 2012. p. 129-131, 148


ATIVIDADES

Atividades – estrutura do verbo

1. Observe a forma verbal GOSTAM. Compare-a com as seguintes:
gostam
gostarei
gostei
gostando
a) Qual é a parte comum a todas essas palavras? Como ela se chama?
É a partícula gost-, chama-se radical
b) A que conjugação esas formas pertencem? Como você percebeu isso? Pertencem à 1a conjugação. Isso pôde ser percebido pela vogal temática desses verbos – A.

2. Já aprendemos que os verbos se organizam em conjugações, de acordo com a terminação que apresentam. Considere os verbos mudar, mexer e ouvir.

  • A que conjugação pertence cada um deles? Mudar: 1a conjugação; mexer: 2a conjugação; ouvir: 3a conjugação
  • Que letra da terminação de cada verbo informa qual é a conjugação a que ele pertence?  A vogal a informa que o verbo pertence à 1a conjugação, a vogal e informa que o verbo pertence à 2a conjugação e a vogal i informa que o verbo pertence à 3a conjugação.
  • Como se chama essa partícula que indica a que conjugação o verbo pertence? Vogal temática.
 3. Agora compare estas formas verbais: (nós) chamamos / (eles) chamam
  • Nessas formas verbais, há uma partícula indicativa de número e pessoa. Qual é essa partícula em cada uma das formas verbais?     Em “chamamos” é a partícula -mos; em “chama” é a partícula -m   
  • Como se chama essa partícula que indicam as flexões do verbo?  Desinência 

    4. Leia o poema a seguir e faça o que se pede.
    Avesso1

    Quem sou eu
    e meu avesso?
    Que urdiduras
    na sombra,
    que tramas secretas
    num quarto escuro de mim?
    Quem sou eu
    quando durmo
    ou quando
    de olhos abertos
    me arremesso
    para o futuro
    saltando sobre ilhas
    e desertos?
    Quem sou
    eu quando me confundo
    e tropeço,
    alço voo e mergulho?

    (Poemas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p.21.)
    • O eu lírico inicia e desenvolve o poema por meio de uma pergunta. Na formulação dessa pergunta, que pronome é utilizado? Como ele se classifica?       
     QUE – pronome interrogativo
    • Qual é o foco narrativo em que o poema foi escrito? Justifique sua resposta com passagens do texto     
         O foco narrativo está em primeira pessoa. “Que sou eu e o meu avesso?” “durmo” “me arremesso”

    • Retire do texto os verbos que nele há:
         Sou, durmo, arremesso, confundo, tropeço, alço e mergulho.
    • Qual é a forma infinitiva desses verbos?     S
      er, dormir, arremessar, confundir, tropeçar, alçar, megulhar


    5. Preencha o quadro abaixo com os verbos que você identificou, indicando as partículas que os compõem:
    VERBO
    RADICAL
    VOGAL TEMÁTICA
    DESINÊNCIA
    CONJUGAÇÃO
    durmir
    durm
    I
    R
    1a.
    arremessar
    Arremess
    A
    R
    1a.
    confundir
    Confund
    I
    R
    3a.
    tropeçar
    Tropeç
    A
    R
    1a.
    Alçar
    Alç
    A
    R
    1a.
    Mergulhar
    Mergulh
    A
    R
    1a.

    Atividade- formas nominais do verbo

    1. Leia o texto a seguir e faça o que se pede;1


    2. Identifique, na conversa telefônica abaixo, uma ou mais situações de emprego de gerundismo. Construa o(s) enunciado(s) de uma outra forma, de modo que esse problema seja eliminado.
      Vamos estar entregando: entregaremos / vai estar pagando: vai pagar/pagar

      D1 – Localizar informações explícitas em um texto

      Leia o poema abaixo, de Roseana Murray, e faça o que se pede.

      O poema faz uma retrospectiva da história da humanidade. Associe os versos abaixo às respectivas fazes da história humana:

      a) “a longa viagem por todos os continentes”

      b) “Penso nos primeiros homens / fazendo fogo com as mãos”

      c) “penso nas grandes cidades, as noites / brilham, são incêndio, os homens correm, / fogem”
      (b ) Pré-História

      ( a ) Navegações

      (c) Contemporaneidade
      (nosso tempo)

        

      2. Identifique os elementos que compõem as formas verbais abaixo: 

      verbos

      Radical

      Vogal temática

      desinências

      passaram

      Pass-

      - a -

      -ram

      brilham

      brilh-

      - a -

      -m

      chegamos

      cheg-

      - a -

      -mos


      3. No poema, há um único verbo no infinitivo.

      • Que verbo é esse? __O verbo partir_____
      • Quais elementos participam de sua formação? _radical: part / vogal temática: i / desinência de infinitivo: r__
      • A que conjugação pertence? Pertence à 3a conjugação_
      4. FAZENDO está em qual das formas nominais? ____gerúndio_____

      5. De cada verbo destacado nas frases abaixo, dê o gerúndio e o particípio, distribuindo-os nas respectivas colunas:


      GERÚNDIO
      PARTICÍPIO
      a) Peço que falem tudo.

      b)Quase ninguém receia ser punido.

      c) Quero que elas venham.
      d) Quem disse que ele viajará?
      e) Aqui está alguém que viveu.

      f) Ele já viu muitas coisas na vida.

      g) Façam o que quiserem.
      falando

      receando

      vindo / viajando

      vivendo

      vendo


      querendo
      falado

      receado

      vindo / viajado


      vivido

      visto 


      querido

      1 In CEREJA, Willian Roberto. MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva – 7º ano. 3ª ed. São Paulo: Atual, 2012. p.21

      13 de jun. de 2014

      Projeto "Mãe, o mito"

      Feira Cultural Polivalente 2014

      O tema da feira foi a "Copa do Mundo".

      Em pleno clima de Copa do Mundo, as atividades tiveram como um dos objetivos exaltar o que o Brasil tem de melhor, lembrando aos nossos jovens que nós não temos só o futebol-arte para mostrar ao mundo!

      Nosso país é formado por uma diversidade cultural imensa, que deve ser valorizada!

      O projeto foi tão interessante que está publicado, inclusive, no blog da SRE-Varginha, um órgão da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, que acompanha as atividades nas escolas! Vejam: http://pipemfoco.blogspot.com.br/2014/06/projeto-de-historia-copa-do-mundo-2014.html

      Acompanhe o Grupo Polivalente: Arte e Cultura, no Facebook, veja mais sobre o evento.






      Nós acreditamos na educação! 

      25 de abr. de 2014

      Narrativa mítica

      MITOS

      São narrativas criadas pelas sociedades antigas para explicar o mundo, a origem e o destino da humanidade, a vida, a morte, os sentimentos e comportamentos humanos, fenômenos da da natureza.  

      Enfim, são uma forma que a humanidade encontrou para explicar o que a ciência não consegue.   

           Também eram exemplos de vida para as pessoas. Além disso, serviam de fundamento para as crenças e rituais religiosos e até para a conduta social nas culturas antigas.

           Se originaram na tradição oral: eram contados de geração em geração, o que garantiu que, mesmo depois de muito tempo de criados, fossem registrados por escrito.


      Eles são classificados em: 

      • mitos cosmogônicos -  relacionados a eventos que explicam o surgimento do Universo 
      • mitos de origem - explicam o surgimento de um local ou de uma tradição.

      A narrativa mítica possui todos os elementos de uma narrativa qualquer (leia mais em Elementos da narrativa), entretanto, como todo gênero textual, eles adquirem características próprias para servir ao seu propósito: representar o mítico. 

      Veja, a seguir, os elementos da narrativa mítica: 


      Espaço mítico

      O espaço narrativo marca o lugar onde os fatos se desenvolvem e cumpre diferentes funções no texto, de acordo com o gênero. Em geral, as histórias míticas acontecem em um lugar sagrado, caracterizado por se opor ao habitado pelos humanos.


      Tempo mítico


         O tempo narrativo marca o momento em que os fatos acontecem, ou a duração deles. Assim como o espaço narrativo, cumpre diferentes funções, de acordo com a intencionalidade do texto. 

      Na narrativa mítica, o tempo remete às origens, expressando um passado distante, pois as histórias se passam na época da criação daquilo que o mito quer explicar. Os fatos narrados são separados por grandes intervalos de tempo (anos, décadas, séculos...).


      Personagens míticas

      São consideradas exemplo sublimes de superação e perfeição moral. São deuses e semideuses, heróis, criaturas mitológicas...


      Linguagem nos mitos

      É formal e culta. Os gregos acreditavam que, para assuntos sérios e personagens sublimes, deveriam usar uma linguagem elevada. A linguagem informal era própria da comédia que, em geral, se ocupava de assuntos banais e tinha como personagens representantes do povo.


      Leia mais em Elementos da narrativa 

      Leia, a seguir, alguns exemplos de mitos que tentam explicar a origem da vida na Terra.  


      O mito da Deusa mãe

      8 de out. de 2013

      Crítica ou resenha?

      Crítica ou resenha?

      Entende-se por RESENHA o texto presente em livros, cujo objetivo é despertar no leitor o interesse pelo livro em questão. Temos, então, uma breve apresentação das características básicas da obra, de modo a transmitir uma ideia geral a respeito dela.

      Mas não podemos deixar de citar um outro tipo de resenha, muito utilizado no meio jornalístico. É a conhecida CRÍTICA, que tem a intenção de descrever um objeto cultural, seja um filme, livro, CD, peça teatral, etc., emitindo uma opinião a respeito dela.

      Tipos de resenha:

      Resenha-resumo: É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.

      Resenha-crítica: É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.
      Tal postura crítica deve estar presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se completam um ao putro.

      O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.

      Extensão da resenha:

      A extensão de uma resenha depende do espaço que o veículo de comunicação reserva para ela. Todavia, não se trata de um texto longo, como se pode observar em resenhas veiculadas por boas revistas.


      Linguagem utilizada


      Ela varia de acordo com a obra a que se refere e, consequentemente, o público-alvo. Se a crítica for a respeito de um objeto cultural voltado para jovens, a linguagem utilizada pode ser mais informal, mais despojada. Mas, se tratar-se de uma obra voltada para um público de um nível cultural mais elevado, há de se ter mais cuidado com a escolha do vocabulário, por exemplo.

      Estrutura

      Por se tratar de um gênero, essencialmente argumentativo, possui uma estrutura um pouco mais livre, se comparado aos demais, variando de acordo com o objeto cultural a que se refere.
      Sobre uma peça teatral por exemplo, o resenhista fala sobre autor do texto, elenco atuante, preço do ingresso, horário de exibição, ect.. Já sobre um CD, o crítico comenta a rspeito do nome do artista, gravadora, número de faixas, músicos componentes, preço, data de lançamento etc. 
      De todo modo, nesses textos devem constar:
      • O título;
      • A referência bibliográfica da obra;
      • Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada;
      • O resumo, ou síntese do conteúdo;
      • A avaliação crítica.


      Valente (resenha-resumo)



      Desde os tempos antigos, histórias de batalhas épicas e lendas míticas foram passadas através de gerações na misteriosa região montanhosa e escarpada da Escócia. Em Valente, um novo conto se une à sabedoria popular quando a corajosa Merida (voz de Kelly Macdonald) confronta tradição, destino e os mais ferozes monstros. Merida é uma habilidosa e impetuosa arqueira, filha do rei Fergus (voz de Billy Connolly) e da rainha Elinor (voz de Emma Thompson). Determinada a trilhar seu próprio caminho, ela desafia um antigo costume considerado sagrado pelos ruidosos senhores da terra: o imponente lorde MacGuffin (voz de Kevin McKidd), o carrancudo lorde Macintosh (voz de Craig Ferguson) e o perverso lorde Dingwall (voz de Robbie Coltrane). Involuntariamente, os atos de Merida desencadeiam o caos e a fúria no reino e, quando ela se volta para uma velha feiticeira (voz de Julie Walters), em busca de ajuda, Merida tem um desejo mal-aventurado concedido. Os perigos resultantes a forçam a descobrir o significado da verdadeira valentia para poder desfazer o brutal curso dos acontecimentos antes que seja tarde demais.

      FONTE: 

      • Título Original: Brave
      • País de Origem: EUA
      • Gênero: Animação / Filmes 2012
      • Duração: 100 Minutos
      • Ano de Lançamento: 2012




      Gênero: Comédia

      Direção: Ulysses Cruz

      Duração: 80 minutos

      Recomendação: 14 anos

      FONTE: http://vejasp.abril.com.br/atracao/tribos, acessado em 8/10/2013.
      Tribos
      Resenha por Dirceu Alves Jr. (adaptado)

           É uma perturbadora e divertida comédia, escrita pela inglesa Nina Raine e dirigida por Ulysses Cruz. Está explícito que a energia juvenil de Bruno (filho de Antônio Fagundes) contaminou o pai a ponto de fazê-lo apostar em uma encenação moderna, com um elenco numeroso e sem protagonismos, capaz de dialogar com diferentes gerações. Billy (papel de Bruno) nasceu surdo em uma família pouco convencional em que todos podem ouvir. Os pais politicamente incorretos (vividos por Fagundes e Eliete Cigaarini) o criaram em um casulo e não se conformam com a dependência dos outros dois flhos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek). A situação se desestabiliza de vez quando Billy se apaixona por Silvia (a atriz Arieta Corrêa), uma garota que começa a ensurdecer depois de adulta. Com diálogos afados e repletos de acidez, o texto é estruturado em nove cenas que abordam a surdez metafórica nas relações pessoais. Como sempre, Fagundes brilha ao aproveitar o histrionismo do personagem, e Bruno mostra potencial na pele do defciente auditivo em busca de identidade. Sobressai também Guilherme Magon. O ator investe em uma sutil interiorização para fortalecer o irmão deprimido de Billy. Estreou em 14/9/2013 e fica em cartaz até 15/12/2013.


      “E foram quase felizes para sempre”

      Grande interpretação apesar de texto ruim

      Primeiro monólogo escrito por Heloisa Périssé, “E foram quase felizes para sempre” está longe de ser um bom texto. Mesmo assim, o espetáculo é bom, o que ratifica o talento da atriz como intérprete e grande comediante. Em cartaz no Teatro Vanucci, no Shopping da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, a peça tem excelente cenário de Miguel Pinto Guimarães e iluminação de Maneco Quinderé. Sem dúvidas, a dupla faz a diferença positivamente ao lado de Périssé na conquista dos aplausos a essa produção. 


      Gênero: Monólogo cômico
      Tempo de Duração: 70 minutos
      Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
      Texto e atuação: Heloísa Périssé
      Direção: Susana Garcia


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