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2 de abr. de 2026

Editorial

    O editorial é um gênero jornalístico opinativo que expressa o posicionamento crítico de um veículo de comunicação (jornal, revista, site...) sobre temas relevantes, sem assinatura individual.

    Geralmente, vem nas primeiras páginas desse veículo, ou nas "pagina inicial" de blogs e sites, às vezes intitulado "carta ao leitor" ou "recado do editor".

 Caracteriza-se pela argumentação sólida, linguagem formal e impessoal, funcionando como a "voz" da empresa sobre política, economia ou sociedade. 

 Características principais do editorial 

 Posicionamento Institucional

    Representa a opinião de toda a empresa. Por esse motivo, geralmente, não é assinado por um jornalista específico.

Argumentação e Análise

    Utiliza fatos e dados para convencer o leitor, indo além da simples notícia. 

Estrutura Dissertativo-Argumentativa

   Introdução - primeiro parágrafo, em que é apresentado o tema (tese), com uma breve contextualização. Geralmente, até o segundo parágrafo, fica evidente a posição do veículo (opinião) com relação ao tema;

    Desenvolvimento - a partir do segunto ou terceiro parágrafo, em que são apresentadas a análise da tese, acompanhada de argumentos que a sustentam. Geralmente, é dedicado um parágrafo para cada argumento.

    Conclusão -  apresenta-se no último parágrafo, reforçando a tese inicial, podendo ser de dois tipos: 

    - tipo resumo: retoma as ideias apresentadas anteriormente;

  - tipo proposta: sugere uma solução para o problema eventualmente enfocado no texto.

Autorreferência

 É comum que o texto cite o próprio veículo de comunicação ou matérias anteriores. 


 Atividades
 

5 de jun. de 2022

Funções da Linguagem

    Como vimos, usamos diversos tipos de signos verbais e visuais (linguagem verbal e não verbal) no processo de comunicação. Outro ponto que fica em evidência na situação comunicativa é a finalidade, o objetivo com que as mensagens são criadas e emitidas. Daí, surgem as funções da linguagem. 

Cada uma desempenha um papel relacionado com os elementos presentes na comunicação: emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto. Assim, elas determinam o objetivo dos atos comunicativos.



Segundo o linguista russo Roman Jacobson (1896 - 1982), existem seis funções de linguagem: referencial, emotiva, conativa, fática, poética e metalinguística. A importância desse estudo é a compreensão do funcionamento da linguagem, observando como os mecanismos linguísticos fazem da comunicação algo tão essencial em nossas vidas. 


  • metalinguística: a linguagem está centrada no código, ou seja, na própria língua. O objetivo é usar a linguagem para falar dela mesma. Ela está presente em nosso cotidiano em situações criadas por nós mesmos. Por exemplo, quando usamos um poema para falar de poesia, ou quando não entendemos o que nos foi dito e iniciamos uma discussão sobre a situação…  



  • Função Referencial ou Denotativa - Também chamada de função informativa, ela tem como objetivo principal informar, referenciar algo e está focada no CONTEXTO. Esse tipo de texto é escrito na terceira pessoa (singular ou plural) enfatizando seu caráter impessoal, sempre com uma linguagem denotativa, sem subjetividade ou emoção. Ex.: textos didáticos, jornalísticos, científicos… 


  • Função Emotiva ou Expressiva - Também chamada de função expressiva.  Nela, o emissor tem como objetivo principal transmitir suas emoções, sentimentos e subjetividades por meio da própria opinião. Já que possui um caráter pessoal, é escrito em primeira pessoa e está focado no EMISSOR, apresentando uma pontuação bem expressiva. Ex.: textos poéticos, diários, cartas…


  • Função Poética - é característica dos textos literários, pelo uso do sentido conotativo da palavra, carregado de significados. O emissor se preocupa em compor a mensagem com a escolha certa de palavras e expressões. Assim, o foco está na MENSAGEM. Mas esta função não está presente somente em textos literários. Também a encontramos na publicidade ou nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas e outras figuras de linguagem (provérbios, anedotas, trocadilhos, músicas...)


  • Função Fática - tem como objetivo estabelecer ou interromper a comunicação, de modo que o mais importante é a relação entre o emissor e o receptor da mensagem. Aqui, o foco está no CANAL de comunicação. Ela é muito utilizada nos diálogos, por exemplo, nas expressões de cumprimento, saudação, discursos ao telefone, etc.



  • Função Conativa ou Apelativa - tem uma linguagem persuasiva, quer convencer o leitor. Por isso, o grande foco é no RECEPTOR da mensagem. É muito usada nas propagandas e discursos políticos, para influenciar o receptor por meio da mensagem transmitida. Então, costuma vir acompanhada de verbos no imperativo e do uso do vocativo, para chamar a atenção do receptor. 



👉🏾 Mais sobre linguagem e comunicação: 🔎 LEIA, ou 🔊 OUÇA




📝 ATIVIDADES  📝


6 de mai. de 2022

Linguagem, signo linguístico e língua

 Linguagem, signo linguístico e língua 

Para nos comunicar, usamos, a todo instante, várias formas de linguagem. Essa linguagem é composta por um código, um sistema organizado e formado por signos verbais e/ou  não verbais, que nomeiam a realidade que nos cerca. Assim, e a grosso modo, podemos dizer que “SIGNO” é tudo aquilo que possui um certo sentido no processo de comunicação. Vamos entender melhor: 


    Como já vimos, a
linguagem não verbal é formada por signos não verbais: imagens, sons, gestos, cores… 


Já a
linguagem verbal, utiliza-se de palavras, de signos verbais. Se associarmos esses signos verbais às diversas línguas (idiomas), vamos entendê-los como signos linguísticos. 

Signo linguístico 

São os signos verbais, e são compostos por duas partes indissociáveis: 

  • SIGNIFICADO - conceito, ideia, o que se conhece a respeito da realidade. 

  • SIGNIFICANTE - expressão acústica, impressão mental quando se ouve certa palavra. 


Segundo o linguista suíço Ferdinand de Saussure (1857 - 1913), esses signos são arbitrários, isto é, são fruto de uma convenção. Isso porque uma mesma ideia (significado) é representada por vários significantes, de acordo com cada idioma.  Veja: 

SIGNIFICADO 

SIGNIFICANTE


 flor - Português 

fleur - Francês

flower - Inglês

Por fim, a língua é um código formado por signos linguísticos, um conjunto de normas e regras pertencentes a um grupo social. Também a chamamos de idioma. Ela é algo que nos diferencia dos demais animais, pois é um produto cultural, algo que se aprende e ao qual se acrescenta infinitas significados. 


Signos visuais 

Índice, ícone e símbolo

Conforme acabamos de ver, os signos são uma forma de compreender e representar a realidade. A linguagem verbal, portanto, tem como unidade de significação a palavra, que são os signos verbais, ou signos linguísticos. 


     No entanto, no seu dia a dia, certamente você usa muitos signos visuais, que são, por princípio, dotados de um significante (parte visual do signo), e carregados de significado (parte mental, o entendimento, a ideia do signo). Esses signos visuais são códigos que permitem a expressão de um sentido e, por isso, podem variar de cultura para cultura.

Eles são classificados em índice, ícone e símbolo. 


  • ÍNDICE: ocorre uma inferência, uma associação lógica facilmente detectada. São signos naturais, pois estão relacionados aos fenômenos, aos eventos naturais ou a elemento que revela experiência ou fenômeno vivido. Podem ser considerados índices: uma nuvem escura (indicativo de tempestade), a febre (sintoma de doença), a fumaça (indicador de fogo), etc. 


  • ÍCONES: são signos substitutivos, usados para representar um referente (aquilo que se representa, ao qual se faz referência). São artificiais, pois são construídos na interação social, seguindo convenções preestabelecidas. Fotografias, mapas, imagens de satélites, são exemplos de ícones. 


  • SÍMBOLO: são signos artificiais que carregam consigo toda uma história, cujo sentido depende do contexto histórico e social a que se refere. São exemplos de símbolos: bandeiras de países, que representa toda a nação; o som da sirene das escolas, indicando o fim das aulas; o apito do árbitro de futebol, indicando a paralisação ou fim do jogo; a balança, como símbolo da justiça; a cor branca, que simboliza a paz… 



ATIVIDADES

10 de set. de 2014

Advérbio

         É a classe de palavras invariável que modifica o verbo (ou adjetivos, ou outros advérbios), acrescentando-lhe as circunstâncias em que a ação verbal é executada. Veja:


“Os alunos saíram rapidamente da sala.” (advérbios de modo e de lugar)
“Começaremos a estudar esse assunto logo.” (advérbio de tempo)

 Morfossintaxe do advérbio 


     Nas orações, os advérbios fazem parte do PREDICADO e exercem a função sintática de ADJUNTOS ADVERBIAIS. 


    Como todo TERMO ACESSÓRIO, ele não é essencial na oração, por isso, o sentido central dela não é alterado se ele for retirado. 


    Os advérbios se classificam conforme a circunstância que indicam. Veja um quadro com alguns advérbios:


Locução adverbial

     São grupos de palavras que têm a mesma função de um advérbio.

“O ladrão entrou na sala às escondidas.” (locução adverbial de modo / adjunto adverbial de modo)
“O livro está em cima da mesa.” (locuções adverbiais de lugar / adjuntos adverbiais de lugar)
“A festa será à noite.” (locução adverbial de tempo / adjunto adverbial de tempo)


Adjetivo X Advérbio

     Em algumas situações, empregamos adjetivo com a função de advérbio de modo.  Veja: 
Este é um carro rápido. (adjetivo, já que acompanha e modifica um substantivo)
Você come rápido. (=rapidamente, portanto é um advérbio de modo, já que acompanha e modifica um verbo)

   Para se distinguir um do outro, basta lembrar que o advérbio é invariável e o adjetivo, não. Além disso, o advérbio geralmente acompanha verbo, enquanto que o adjetivo acompanha substantivo. 



   Embora sejam classificados como termos modificadores e acessórios, os advérbios e locuções adverbiais agregam importantes informações aos textos.

     Eles permitem ao leitor entender a visão de mundo que dá suporte a opiniões, ou a compreender melhor um fato noticiado, por exemplo. 

     Em fim, os advérbios servem para indicar as circunstâncias em que ocorrem as ações do ser humano em seu contato com o mundo.



Vamos praticar? 

1. Nas frases a seguir, indique com 1 aquela em que a palavra destacada é um ADJETIVO e com 2 aquela em que é ADVÉRBIO. 

a) (   ) Nossa viagem deu certo.  / (   ) Ela estava certa em defender os filhos.

b) (   ) Pegue um copo redondo para tomar o suco. / (   ) Com esse calor, o suco "descerá redondo"!

c) (   ) Fale pausado e sem medo.  /  (   ) Ela tem a fala pausada e elegante.
    

2. Complete as frases com os advérbios pedidos entre parênteses. 
a) Jéssica se fantasiou de Chapeuzinho Vermelho na festa _________________. (tempo)

b) Todos ficaram ____________ contentes com a novidade. (intensidade)

c) Os alunos ________________ se empenharam no trabalho escolar. (afirmação)

d) A ginasta realizou seus exercícios __________________. (modo)

e) Meus avós vivem num sítio ____________________ das montanhas. (lugar)

f) ____________________ amanhã iremos à praia. (dúvida)

D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.

3. (SAERO) Leia o texto abaixo e responda

ESSE EÇA!

Talvez por ter nascido sem pai, talvez por ter sido um menino solitário, talvez porque ainda não havia televisão nem videogame, ou talvez porque fosse mesmo tímido, logo que pude decifrar as “formiguinhas pretas”, meu lazer passou a ser a leitura. Nada de “estudo”, nada de “busca do saber”. Ler para sonhar, para sentir-me na pele dos protagonistas, para me divertir mesmo.

Quanto dessas leituras habita ainda em mim!

Mas, pulando Lobato e os queridos autores de literatura juvenil, lembro-me de O suave milagre, do escritor português Eça de Queirós. Que impacto! Eu lia e relia o conto, lágrimas, frissons, emoções que acredito nunca mais ter conseguido sentir ao ler um texto. [...] O suave milagre continua como uma das minhas narrativas favoritas. Que conto! Esse Eça!

BANDEIRA, Pedro. Carta Fundamental, fev. 2011. Fragmento.

No trecho “... logo que pude decifrar as ‘formiguinhas pretas’” (2a linha), a expressão destacada estabelece uma relação

(A) condicional. (B) consecutiva. (C) final. (D) modal. (E) temporal.



4. (SAERO) Leia o texto abaixo e responda.

A CEIA

O restaurante era moderno e pouco frequentado, com mesinhas ao ar livre, espalhadas debaixo das árvores. Em cada mesinha, um abajur feito da garrafa projetando sobre a toalha de xadrez vermelho e branco, um pálido círculo de luz.

A mulher parou no meio do jardim.

– Que noite!

Ele lhe bateu brandamente no braço.

– Vamos, Alice.... Que mesa você prefere?

Ela arqueou as sobrancelhas.

– Com pressa?

– Ora, que ideia...

Sentaram-se numa mesa próxima ao muro e que parecia a menos favorecida pela iluminação.

Ela tirou o estojo da bolsa e retocou rapidamente os lábios. Em seguida, com gesto tranquilo, mas firme, estendeu a mão até o abajur e apagou-o.

– As estrelas ficam maiores no escuro.

Ele ergueu o olhar para a copa da árvore que abria sobre a mesa um teto de folhagem.

– Daqui não vejo nenhuma estrela.

– Mas ficam maiores.

Abrindo o cardápio, ele lançou um olhar ansioso para os lados. Fechou-o com um suspiro.

– Também não enxergo os nomes dos pratos. Paciência, acho que quero um bife. Você me acompanha?

Ela apoiou os cotovelos na mesa e ficou olhando para o homem. Seu rosto fanado e branco era uma máscara delicada emergindo da gola negra do casaco. O homem se agitou na cadeira.

Tentou se fazer ver por um garçom que passou a uma certa distância. Desistiu. Num gesto fatigado, esfregou os olhos com as pontas dos dedos.

– Meu bem, você ainda não mandou fazer esses óculos? Faz meses que quebrou o outro e até agora...

– A verdade é que não me fazem muita falta.

– Mas a vida inteira você usou óculos.

Ele encolheu os ombros.

– Pois é, acho que agora não preciso mais.

– Nem de mim.

– Ora, Alice...

TELLES, Lygia Fagundes. Antes do baile verde. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 143-144. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

No trecho “– Também não enxergo os nomes dos pratos.” (19a linha), a palavra destacada estabelece uma relação de

(A) conclusão. (B) condição. (C) oposição. (D) soma. (E) tempo.


Fontes:
  • COSTA, Cibele Lopresti. LOUSADA, Eliane Gouvêa. MARCHETTI, Greta. SOARES, Jairo J. Batista. PRADO, Manuela. Pra Viver Juntos – Língua Portuguesa, 7º ano. 3ª ed. São Paulo: SM, 2012.
  • CEREJA, Willian Roberto. MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva – 7º ano. 3ª ed. São Paulo: Atual, 2012.


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