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20 de dez. de 2021

Novo Ensino Médio - formação de professores

      Em 2022, o Novo Ensino Médio será implementado em todas as escolas de Minas Gerais que ofertam o 1º ano do Ensino Médio, em atenção a Lei federal 13.415/2017, que faz alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e que institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.



    Serão muitas novidades para alunos e educadores.

   Por isso, há vários cursos de formação de professores e gestores.  
   
   Nesse sentido, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - SEE-MG, lançou um material com várias dicas de cursos. 

   No guia, são listadas formações ofertadas pela Escola de Formação da SEE-MG e pelo Ministério da Educação, além das legislação sobre o tema.


 Clique aqui para acessar o guia.  

Leia mais em: https://www.educacao.mg.gov.br/




       


17 de nov. de 2021

Meu cabelo, minha identidade


 MEU CABELO, MINHA IDENTIDADE

Ao longo de décadas em nossa história, o padrão de beleza atormentou muitos brasileiros e brasileiras. Principalmente as mulheres, no que diz respeito à estética do cabelo.

Anos de relaxamentos, alisamentos e tantos tratamentos químicos, para se adequar ao que se costuma chamar "cabelo bom".

Mas estes dias de tormento, estão perto do fim. A cada dia, mulheres, jovens e crianças têm descoberto a liberdade de se aceitar, de enxergar em si e exibir a exuberância do cabelo afro!

Esta reportagem, publicada no Portal Geledés, retrata a importância da autoaceitação e do empoderamento da mulher negra:


EXPOSIÇÃO EXPLORA O PAPEL DO CABELO NA IDENTIDADE DA MULHER NEGRA

"...além de ser um elemento estético, o cabelo também tem um papel importante na definição da mulher negra: “Quando passei as usar meu cabelo original, toda a minha visão de mundo mudou, e esse processo não é só individual mas também coletivo. Quando a mulher negra descobre a verdadeira força do seu cabelo, ela se empodera”.


15 de out. de 2021

Dia do professor

 "Dia do professor"


No dia 15 de outubro de 1857, Dom Pedro I, Imperador do Brasil, sancionou a lei que criou o Ensino Elementar no Brasil, estabelecendo que "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras".

Mas, foi só em 12 de outubro de 1948, que a professora, jornalista e deputada estadual Antonieta de Barros, instituiu o dia do professor e o feriado escolar em 15 de outubro.
Apesar de ter âmbito estadual, essa foi primeira lei que associa a data ao dia do professor.

Em 1963, o então presidente Getúlio Vargas torna oficial o feriado em todo o país. O Decreto n. 52.682, de 14 de outubro, definia a essência e razão do feriado:

"Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

29 de jul. de 2021

CRÔNICA


  
   
É uma NARRAÇÃO curta, produzida originalmente para ser veiculada na imprensa, seja em jornais, revistas, rádio ou TV. Hoje em dia, são vistas em blogs e páginas da internet. 

   Podem falar de acontecimentos familiares, cotidianos ou de fatos de interesse público, mas sempre traz o ponto de vista do cronista. 

   A história pode ser inventada ou dramatizada pelos personagens, ou simplesmente expressar a opinião do autor sobre um assunto.


Tipo de conteúdo

     O texto pode ter um tom triste, engraçado, sério, emocionante, crítico, geralmente com fins inesperados, ou mesmo ser uma mistura desses conteúdos em uma só crônica. 


Linguagem

O texto é leve e curto, com uma linguagem simples e coloquial.  Destacam-se a sátira, a ironia, marcas da oralidade na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o dia a dia. 


Temática

Qualquer assunto do dia a dia pode virar tema de crônica! Os  bons cronistas são aqueles que conseguem perceber, no dia a dia de suas vidas, impressões, ideias ou visões da realidade que não foram percebidas por todos. 


Espaço

Por ser  um gênero nascido na cidade, é comum as histórias se passem em ambientes urbanos.

 

Tipos de crônicas 
    Esse gênero explora vários tipos textuais, além do narrativo. Assim, temos crônicas descritivas,  dissertativas e até dramáticas (em que predominam o diálogo entre as personagens).  É comum, ainda, que se mesclem mais de um tipo em uma mesma cônica, é o caso das humorísticas-jornalística, por exemplo. Veja outros tipos de crônicas: 

  • Crônica Jornalística: Aproxima-se do tipo dissertativa. São produzidas para os meios de comunicação, em que o cronista expressa sua opinião a respeito de temas da atualidade. 
  • Crônica Histórica: Aproxima-se do tipo narrativo. É marcada por relatar fatos ou acontecimentos históricos, com personagens, tempo e espaço característicos da época retratada. 
  • Crônica Humorística: Se utiliza da ironia e do humor como ferramenta essencial para criticar alguns aspectos seja da sociedade, política, cultura, economia, ou simplesmente para entreter o leitor.
  • Crônica Reflexiva: Apresentam reflexões pessoais do narrador. Nesse caso, pode não se encaixar na estrutura da narrativa tradicional por não apresentar acontecimentos, apenas reflexões.  

AtividadesLeia um exemplo de crônica humorística: Crônica de supermercado

Vamos entender melhor este conteúdo com ATIVIDADES? 

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8 de jun. de 2021

Operadores Argumentativos


     São palavras e expressões ligam frases e parágrafos e indicam a força argumentativa desses enunciados, introduzindo vários tipos de argumentos que apontam para determinadas conclusões.

    Apesar desse nome, eles não são exclusividade dos textos argumentativos.

    Podem aparecer em qualquer gênero textual, já que são usados para justificar, defender, sustentar uma ideia e persuadir o interlocutor a aderir a ela.

    Eles fazem parte de diferentes classes gramaticais, como conjunções, preposições, verbos e advérbios.

      Para estabelecer esta coesão, esta conectividade e articular bem as ideias, os operadores argumentativos desempenham várias funções.

 Operadores argumentativos e suas funções

  • Somar argumentos: quando se quer somar, acrescentar argumentos para se chegar a uma mesma conclusão. Operadores mais comuns: “e”, “também”, “ainda”, “não só”, “mas também”, “acrescenta-se”, “adicionalmente”, “ademais”, “além disso”, “a mesma maneira” 
Ex.: Eu NÃO SÓ vou ficar, MAS TAMBÉM dormirei aqui. 

  • Contrapor argumentos de conclusão contrária: para marcar uma ideia de adversidade, de divergência, de oposição em relação ao que foi dito.  Operadores mais comuns: “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia”, “embora”, “ainda que”, “posto que”. 
Ex.: Eu gosto de sorvete, TODAVIA, estou gripado. 


  • Escalonar argumentos: para sugerir que há argumentos mais fortes que o apresentado. Operadores mais comuns: "ao menos”, “pelo menos”, “no mínimo”
    •          Ex.: O tom com o qual o aluno se dirigiu ao professor foi, NO MÍNIMO, desrespeitoso, já que ele não conversava com um colega de classe.

  • Reforçar argumentos: quando se utiliza uma série de argumentos, todos voltados a uma mesma conclusão, e um deles recebe uma ênfase maior.   Operadores mais comuns:  “até”, “mesmo”, “até mesmo”, “inclusive”. 
Ex.: A indisciplina o tem prejudicado muito. Ele pode, ATÉ MESMO, ser reprovado por isso.  

  • Comparar argumentos: para marcar uma comparação entre ideias que se direcionam a determinada conclusão. Operadores mais comuns: "mais que, menos que, tão... quanto, tão... como, tanto... quanto, tão... como, tal qual, da mesma forma, da mesma maneira " ...  
Ex.: Um passeio no parque é MAIS agradável QUE sair para festas. 

  • Introduzir conteúdos pressupostos: quando se utiliza o operador para indicar-se pressupostos de ideias que serão desenvolvidas.  Operadores mais comuns: “já”, “ainda”, “agora”...
Ex.: O aluno AINDA não entendeu que precisa estudar para recuperar a média perdida..


  • Concluir: para iniciar uma conclusão relacionada às ideias apresentadas anteriormente. Operadores mais comuns:  “portanto”, “logo”, “pois”, “diante do exposto”, “desta forma”, “em resumo”, “por conseguinte”, “a seguir”
Ex.: Eu não tenho dinheiro. Não poderei, POIS, comprar este produto. 

  • Alternar argumentos que levam a conclusões distintas, diferentes, ou alternativas: indicam  possibilidades ou alternativas de conclusões, excluindo-se uma das possibilidades. Operadores mais utilizados: “ou então, quer isso… quer aquilo, ou... ou, ora... ora, já... já, não... nem, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez. 
Ex.: O menino ORA falta às aulas, ORA deixa de fazer as atividades!  

  • Explicar, ou justificar: quando se explica ou justifica alguma afirmação feita anteriormente. Operadores mais comuns: “porque”, “já que”, “pois”, “isto é”, “assim como”, “no caso”, “prova disso”, “para isso”, “em consequência”, “isto acarreta”  
  • Ex.: Eu não posso comer lasanha, VISTO QUE, tenho alergia a queijo. 

  • Retomar ideias já citadas: são operadores remissivos, que remetem a algo que já foi citado, para seguir a diante. São muito usados em parágrafos de desenvolvimento. Operadores mais comuns: "nesse sentido, nesse esteio, nesse cenário, nesse contexto, nesse caso..." 
Ex.: O aluno é assíduo às aulas e atividades e tira todas as dúvidas com o professor.  Nesse contexto, vê-se um jovem aplicado, que certamente se sairá bem nas avaliações.


  • Indicar a finalidade: denotam a razão, o fim pelo qual algo acontece. Operadores mais comuns: “a fim de que, visando, para que, com o fito de, que, porque, para que.."
Ex.: João saiu de casa bem mais cedo, A FIM DE QUE não se atrasasse para o encontro.


  • Indicar conformidade ou voz de autoridade: para justificar uma ideia com base em afirmações de especialistas, em estudos, ou dados coletados. Operadores mais comuns: “segundo”, “conforme”, “de acordo com”, “como salienta”, “como considera”.
Ex.: Dormir cedo faz bem à saúde, CONFORME estudo publicado na revista Nature.


  • Fazer marcação temporal: indicar quando os fatos e ideias acontecem. Operadores mais usados:  “a princípio”, “na mesma época”, “à época”, “anteriormente”, “posteriormente”.
Ex.:  O desempenho deste jovem está muito bom!  A PRINCÍPIO, ele só tirava notas baixas.

  • Marcação proporção: dar ideia de quantidade, de proporcionalidade entre as ideias e acontecimentos. Operadores mais usados:  “à medida que, à proporção que.."
Ex.: As notas do jovem melhoravam À MEDIA QUE ele se esforçava e estudava mais.


    Vale ressaltar que a intensão desta postagem não é esgotar o assunto. Pelo contrário, há muitos outros operadores argumentativos que podem não ter sido citados aqui, visto a riqueza de combinações que nossa língua nos oferece. 

  O importante é estar atento ao gênero textual, ao objetivo comunicativo em que eles estão sendo empregados, para que se faça a melhor escolha, que resulte em um texto claro, coerente e coeso! 

   

 ANIMAÇÃO

 Assista à videoaula animada deste conteúdo: 

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 Vamos praticar?
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1 de jun. de 2021

Debate Regrado

 


   É um gênero argumentativo oral, que acontece quando duas ou mais pessoas se reúnem para falar sobre um assunto polêmico, buscar soluções para problemas, tomar decisões coletivamente, discutir opiniões diferentes.  

  Com o objetivo de reunir um certo número de pessoas para essa discussão, ele pode acontecer em auditórios de escolas, quadras esportivas, igrejas, salões comunitários...  

     Dependendo da finalidade da discussão, há três tipos de debates.




TIPOS DE DEBATE


 


  •  DE OPINIÃO - Versa sobre temas que geram opiniões controversas. 
 Ex.: redução da maioridade penal no Brasil; 
  •  O DELIBERATIVO - Trata das questões que precisam ser decididas pelo coletivo. 
Ex.: uso dos espaços coletivos da escola; 
  •  PARA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS - Visa a apresentação de solução para problemas vividos pelo coletivo. 
Ex.: pichação do espaço escolar. 
   

   O debate regrado tem esse nome porque possui regras, que são apresentadas pelo moderador aos participantes, antes de seu início.
    Essas regras podem ser:

  •  Qual será o tema do debate;
  •  Qual será o tempo de fala de cada participante;
  •  Quantos blocos ou rodadas haverá no debate;
  •  Se a plateia poderá ou não fazer perguntas, etc. 

 
PARTICIPANTES DO DEBATE REGRADO:


  •  Moderador ou mediador - Dita as regras, coordena os turnos de fala, avalia os argumentos, inicia e encerra a discussão.

  •   Debatedores - Expõem suas ideias e tentam convencer os interlocutores, por meio de argumentos e contra-argumentos. Audiência ou público - São as pessoas que assistem ao debate e podem fazer perguntas aos debatedores. Pode tomar partido sobre o tema discutido e decidir sobre a melhor exposição.
  • Público ou audiência - Pode fazer perguntas aos debatedores, se isso tiver sido combinado antes do debate. De todo modo, ele vai sempre analisar os pontos de vista e argumentos e aderir às ideias de um ou outro.  



 COMPORTAMENTO DOS PARTICIPANTES:

   Durante todo o debate, os participantes devem se tratar com RESPEITO, ouvindo com atenção um ao outro, sem ironizar, interromper a fala, ou usar palavras de baixo calão. 


 DEBATE X CONVERSA 

  A conversa é uma interação oral natural e espontânea, em que se abordam temas cotidianos, sem grandes preocupações com linguagem, planejamentos ou persuasão. 


   Diferente disso, no debate regrado, cada participante tem o objetivo de convencer os adversários da validade de sua opinião. 

   Por conta disso, eles precisam planejar seus discursos, para sustentar muito bem suas ideias com bons argumentos e contra-argumentos, já prevendo a discordância dos outros.  (Leia mais em: Operadores argumentativos)


   Assim, além de estudar bem o assunto com antecedência para selecionar o tipo de argumento apropriado ao percurso argumentativo a ser trilhado, os debatedores precisam dominar os mecanismos das trocas discursivas, os turnos de fala, isto é: as réplicas e tréplicas


Turnos de fala

 
    É a vez de cada participante falar. Eles são coordenados pelo MEDIADOR e deve ser respeitado por todos. 
   Funciona assim: 

  •  ODEBATEDOR 1 apresenta seu ponto de vista e a justifica com um argumento. 
  •  Em seguida, o mediador passa a palavra ao DEBSATEDOR 2 que, em geral, vai discordar com um contra-argumento: este é o direito de RÉPLICA.
  •  Depois, a palavra pode voltar ao DEBATEDOR 1, que, em seu direito de TRÉPLICA, vai contra-argumentar as ideias de seu opositor.


Assista a uma animação rapidinha sobre este conteúdo: 

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REFERÊNCIAS: 

Debate Regrado. Se Liga na Educação, teleaula de Língua Portuguesa, apresentada em 10/05/2021. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1OwuK7x5aQWDP7hLRwGP_02SRnYAgtpN-/view 



Vamos fixar este conteúdo com ATIVIDADES? 

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